A proposta do meu Blog é compartilhar com meus amigos e quem mais possa se interessar os mais variados assuntos; educação, meio ambiente, política , receitas, filmes, viagens,ou seja, tem espaço pra tudo.
A cantada e decantada democracia estadunidense já não é mais a mesma. No vídeo, as imagens da nova New York, agora envolta nas brumas cinzas da brutalidade policial e do deficit crescente nos direitos e garantias individuais e coletivas (para usar o jargão economicista da banca).
Os Estados Unidos e a Eurolândia estão com os quatro pés na esteira do regressismo civilizacional. Quando a dupla do barulho Merkozy (Merkel + Sarkozy) afirma, num jogral sinistro - sem enrubescer - que "o processo eleitoral, agora, seria muito perigoso", tudo fica envolto na incerteza, subsumido ao caos financeiro que destroi as relações sociais e nos joga para o passado, que supunhamos que havíamos superado.
(Pescado no Diário Gauche )
Tem livros ou filmes que marcam a nossa vida, não sabemos bem porque, mas vão forjando a nossa identidade, vou citar alguns escritores que fizeram isto comigo. Vamos começar com o Jack Kerouac , até porque, está para estrear o filme On The Road, dirigido pelo Walter Salles.
O livro narras as aventuras de Sal Paradise e Dean Moriarty e embora seja uma obra de ficção, todos os personagens e acontecimentos de On the Road são reais. Na realidade o filme começou mal tendo a Kristen Stewart como Marylou, mas tudo bem, vamos aguardar.
Escolhi algumas frases do Eduardo Bueno ,o Peninha, para ilustra o que penso, afinal o cara atravessou os EUA de leste a oeste de carona e visitou o túmulo do Jack. Todas foram retiradas da Introdução da edição da L&PM Pocket.
...que escutara pela primeira vez na boca de Herbert Huncke, marginal homoxessual que fazia ponto em Times Square, NY, para Huncke, beat definia um estado de “exaltada exaustão“, mas Kerouac logo percebeu as múltiplas ressonâncias da palavra, que significa simultaneamente “batida” no ritmo musical , “porrada“ no sentido de golpear, “exausto“, “trajeto ou trilha“ e até “botar o pé na estrada“ ( beat the way ), expressão, aliás, muito usada por outro Jack, o London.
“A versão original de On The Roadhavia sido escrita entre 9 e 27 de abril de 1951 num rolo de papel para telex, num total de quarenta metros ininterruptos de prosa em espaço um sem parágrafo, com Kerouacaditivado por doses colossais de benzedrina...”
...Kerouac empenhou-se em forjar uma nova prosódia, capturando a sonoridade das ruas, das planícies e das estradas do EUA, disposto a libertar a literaturanorte-americana de determinadas amarras acadêmicas e fórmulas européias.. O livro traz também ressonâncias de Jack London (em especial do vigoroso conto chamado....The Road) e de Mark Twain (em Huckleberry Finn)
...sua avalanchepalavras, imagens, promessas, ofertas, visões e descobertas acabaram por tornar On the Road exatamente aquilo que a palavra chavão define como “a bíblia de uma geração“.
Bob Dylan fugiu de casa depois de On the Road. Chrissie Hynde dos Pretenders, e Hector Babenco também. Jim Morrison fundou o The Doors...
...na verdade, a explosão hippie dos anos 60 for interpretada como uma conseqüência indireta de On the Road- o que não constitui um exagero –
Difícil imaginar a obra de Sam Shepard, de Bob Dylan, de Lou Reed, de Tom Wolfe, de Wim Wender, de Neil Young, de Bono, deGus Van Sant sem On the Road. Todos eles pagam tributo à franqueza fluídica e generosa do católico louco e místico que viu a luz nos trilhos e trilhas da América.
Na realidade estou começando de trás para frente pois os dois autores a seguir tiveram grande influência na obra de Kerouac, porém , não tiveram a repercussão que mereciam, pelo menos entre nós.
Também da L&PM
Em julho de 1845, desgostoso com o crescente comercialismo e industrialismo da sociedade americana, Henry David Thoreau (1817-1862) deixou Concord, Massachusetts, sua cidade natal para instalar-se à beira do Lago Waldem. É o relato de dois anos, dois meses e dois dias em que o autor viveu apartado da sociedade dos homens, suprindo suas próprias necessidades, estudando, contemplando a natureza e conhecendo-se a si mesmo.
Esta obra não somente relata a estadia do autor na floresta, ele analisa e condena a sociedade capitalistado século XIX, mas também incita o espírito crítico genuíno do leitor e leva-o a uma reflexão profunda acerca dos modos de vida, propondo-lhe novas perspectivas sobre o conceito de Liberdade e o da própria Vida.
“ Fui para os bosques viver de livre vontade
Para sugar o tutano da vida...
Para aniquilar tudo o que não era vida,
E para, quando morrer, não descobrir que não vivi! “
Henry David Thoreau
Vou fazer o que , as frases seguintes também são do Peninha.
“É como se ele adivinhasse que, um século e meio mais tarde, Walden, iria se transformarde tal forma na bíblia do movimento preservacionista – bem como no manualda desobediência civil e no livro de cabeceira dos rebeldes cheios de causas...”
“Com efeito, em tempos de discurso ecológico lustroso , mas vazio – de supostas preocupações com “desenvolvimento sustentável“ anunciadas por conglomerados que , enquanto puderam destruiram tudo a seu redor; de comerciais de veículos “ecológicos“ 4X4 patrolando dunas e riachos; de aventuras na natureza programadas para executivos estressados em busca de um novo “modelo de gestão“, de ecovilas, eco sports, eco resort; em tempos de roupas esportivas trajadas por turistas mesmo que estejam apenas subindo a torre Eiffel de elvador ou voando em jatinhos para alguma ruina maia - , Thoreau haveria de odiar, e trataria de afrontar a maioria dos que dizem seus admiradores. Thoreau era sua própria bússola – e jamais perdeu o norte.”
“ ...embora tivesse estudado em Harvard, não tinha ocupação fixa: fazia apenas bicos e lápis na pequena fábrica da família. O que ele buscava , o dinheiro e os ofícios não podiam comprar. Thoreau dizia ser “supervisor das tempestades”, “das trilhas das florestas” e “pastor de animais desgarrados.”
Não tem como não gostar deste cara, não é verdade!
Edição do Círculo do Livro, lembram?
Para finalizar vamos falar de outro Jack. Jack London (1876m- 1916 ) nasceu na Califórnia. Foi escritor , jornalista e lutou pelo direitos dos trabalhadores. Embora não tenha vivido mais de quarenta anos, levando uma existência agitada, com numerosas e longas viagens e aventuras. Frequentou a escola até os 14 anos, depois foi jornaleiro, pescador de ostras, lavador de roupas, e outras coisas. Aos 16 vai ao Japão, a bordo de um veleiro para caçar focas no mar de Bering. Mais tarde foi atrás de ouro em Klondike, no Alasca. Estas e outras odisseias vividas pelo autor serviram de base para alguns dos maiores clássicos da literatura norte americana, como "Caninos Brancos", "O Chamado da Floresta", e o "Lobo do Mar". Diferentemente de muitos escritores reverenciados na nossa Feira do Livro, que fazem viagens turísticas ou profissionais e publicam suas histórias, os autores citados escreveram sobre suas vidas e suas ideias, e acabaram influenciando toda uma geração. Para terminar nada melhor do que ouvir o Eddie Vedder com Rise da trilha do filme "Na Natureza Selvagem."
Moro na Rua Ângelo Crivelaro há mais de quinze anos adoro meu bairro, porém, quando chove um pouco mais forte, a rua se transforma num rio (quando iniciei a filmagem a água já estava baixando). Carros são arrastados, toneladas de lixo descem a rua e felizmente até hoje não aconteceu um acidente grave, porque a força da água pode tranquilamente levar uma pessoa! No ano passado a prefeitura terminou uma obra na Cristiano Fisher, lembram? Foram anos de transtorno, não adiantou nada, como mostra o vídeo.
A campanha é um esforço coletivo, assumido por um conjunto de organizações e pessoas de combater a utilização de Agrotóxicos e a ação de suas empresas (produtoras e comercializadoras) explicitando as contradições geradas pelo modelo de produção imposto pelo agronegócio.
Desde 2008 o Brasil é o maior consumidor mundial de venenos com vendas que somam 6,6bilhões de dólares e 7,2 bilhões em 2009. Ao dividir a quantidade de venenos usada pelo número de habitantes vemos que usados 5,2kg de veneno por pessoa por ano no Brasil. Diante disso o MPA lançou a Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos e Pela Vida em seu 3º Encontro Nacional em abril de 2010. Posteriormente assumida pela Via Campesina e por dezenas de entidades e organizações populares preocupadas com os efeitos nocivos dos Agrotóxicos
Veja na tabela abaixo exemplos de alimentos com índice de agrotóxicos acima do tolerado. Fonte AVISA
Alimentos
Contaminação
Alimentos
Contaminação
Pimentão
80%
Couve
44,1%
Uva
56,4%
Mamão
38,8%
Pepino
54,8%
Alface
38,4%
Morango
50,8%
Tomate
32,6%
Abacaxi
44,1%
Cenoura
24,8%
Objetivos da campanha
I – construir um processo de conscientização na sociedade sobre os malefícios dos Agrotóxicos, denunciando assim todos os seus efeitos degradantes na saúde, no meio ambiente, etc.
II – Combater com ações práticas (denuncias, processo jurídicos, etc.) as empresa que produzem e comercializam agrotóxicos.
III – pautar na sociedade a necessidade de mudança de modelo de agricultura. O atual modelo produz comida envenenada, e prejudica tanto os trabalhadores rurais, quando os consumidores destes alimentos.
IV – fazer da campanha um espaço de construção de unidade entre ambientalistas, camponeses, trabalhadores urbanos, consumidores de alimentos e todos aqueles que prezam pela produção de um alimento saudável que respeite ao meio ambiente.
V – explicitar a necessidade e o potencial que o Brasil tem de produzir alimentos saudáveis, em convívio com o meio ambiente e para alimentar o povo trabalhador, com base em princípios agroecológico.
As organizações que compõe a campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida acreditam que a terra possui função social de assegurar a sobrevivência das famílias que nela precisam viver e de produzir alimentos saudáveis.
Como contra ponto a agricultura convencional, propomos a agroecologia. São inúmeras as experiências de produção de alimentos saudáveis.
Vivemos em um monopólio alimentar onde as nossas opções são definidas pelo mercado, grande parte do nosso consumo se restringe a 4 ou 5 espécies. A cada ano o desenvolvimento rural baseado na monocultura,no uso intensivo de agrotóxicos e no plantio com sementes transgênicas, vem exterminando com as espécies nativas e com elas toda uma biodiversidade ambiental e nutricional. Nossa alimentação está ficando cada vez mais pobre, comunidades do interior estão deixando suas dietas tradicionais extremamente nutritivas e diversificadas baseadas em raízes, mingaus, etc ,para buscar o famoso pão francês na padaria!!!
As PANCS são uma alternativa para esta realidade, além de resgatar hábitos alimentares perdidos, fornecem opções nutritivas e saborosas no pátio, na praça ou no jardim. Claro!! Não vai sair colhendo dente de leão no meio do corredor da João Pessoa, busque um local mais apropriado, se bem que, acredito que ele estaria menos contaminado que um pé de alface tratado da forma convencional!!!
Quem quiser algumas receitas mais específicas é só entrar em contato, e para adquirir destas algumas destas opções sugiro a horta da Coop.Crêser,onde trabalho. http://www.blogdacreser.blogspot.com/.
1.Cúrcuma ou Açafrão da Terra (Cúrcuma longa)
Parte Utilizada: rizoma (raízes).
Utilização em temperos de carnes, sopas, arroz, saladas e refogados. Corante natural.
2.Capuchinha (Tropaelum majus )
Parte Utilizada: folhas, flores e frutos. Utilização em saladas, pães, pastas e conservas.
3.Dente de Leão (Taraxacum Officinale )
Parte Utilizada: A planta inteira.
Utilização em saladas, sopas, cremes e panquecas.
4.Ora-pro-nóbis ( Pereskia aculeata )
Parte Utilizada: folhas e fruto.
Utilização em pães, sopas, refogados ou saladas cruas.
5.Tomate de Capote (Physalis pubescens)
Parte Utilizada: Fruto.
Utilização em doces, geléias, sorvetes, saladas.
6.Pulmonária ( Stachys bizantina )
Parte Utilizada: Folhas.
Utilizada frita à milanesa ou à dorê.
7.Lingua de Vaca (Elephantopusscaber )
Parte Utilizada: Folhas.
Utilização em saladas, refogados e ensopados.
8. Serralha (Sonchus oleraceus )
Parte Utilizada: Folhas Utilização em saladas erefogados
9.Tomate de Árvore ( Cyphomandra betacea)
Parte Utilizada: Frutos.
Utilização em saladas, molhos,
10.Urucum ( Bixa Orellana )
Utilizado como corante Natural.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ØBiodiversidade na Alimentação–Emater/RS – UFRGS- 2011
ØJornal Correio do Povo de 03/07/2011
ØLorenzi,H & F.J.Abreu Matos. Plantas Medicinais no Brasil. Nova Odessa : Ed. Plantarum , 2002.